Homenagem a um grande amigo
Hoje recebi a terrível notícia de que o percussionista, baterista e grande amigo Vladimir El Conde Hernandez se matou.
Sua contribuição para música mundial foi e continuará sendo enorme.
Vladimir estudou em Cuba, tendo se especializado em Bateria e Percussão erudita e latina. Como baterista atuou em gravações de CD’s e trilhas sonoras de filmes e documentários da UNESCO, Polygram, Egrem, etc. Trabalhou em música para obras de teatro. Participou várias vezes do Festival “Jazz Plaza”, em Havana. Foi timpanista da Orquestra Sinfônica de Matanzas. Chefe da Cátedra de Percussão do Conservatório Vocacional de Artes de Matanzas. No Brasil, participou como baterista e percussionista da gravação de CD’s, foi membro da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro-Brasília, DF(onde acompanhou músicos como Carlinhos Brown, Gal Costa, Sandra de Sá, Lobão, Jerry Adriani, entre outros) e da Orquestra Cristã de Brasília. Administrou aulas e workshops de latin jazz, rock pop, funk, blue, salsa, etc. na academia de música de Brasília BSB Musical.
Atualmente -Trabalhava como baterista da banda Cidade Livre e banda Genéricos (bandas de rock que combinam elementos de outros estilos musicais, como o blues, funk, jazz, reggae ou até mesmo o baião, buscando explorar ao máximo o universo dos diversos ritmos musicais sem perder a identidade das bandas com a sua raiz roqueira), e percussionista das bandas de salsa Salsa La Tribu, Sonora Tropicante ,Orquestra Sinfônica Hispânica, Chocolate Blues Band, The Latin Drum World, Metal Flamenco, Julio Iglesias, Orquestra Sinfônica do Paraná, Frank Sinatra Jr., The Video Game Live Brazilian Tour com a Orquestra Villa Lobos com a regência de Jack Wall e a produção de Tommy Tallarico, etc. Liderava sua própria banda Brazilian Cuban Brothers (banda de salsa e latin jazz) com a qual realizava vários worskhops de ritmos latinos. Era endorser de um modelo de baquetas personalizadas da marca Liverpool que levam sua assinatura e endorser da marca de pratos Krest. Recentemente, realizou workshops de bateria, percussão e apresentações no Brasil, Canadá, México, Costa Rica, Panamá, Argentina, Chile, Porto Rico, República Dominicana, Jamaica, Japão, Emirados Árabes, Kuwait, Indonésia, Turquia, Finlândia, Escócia, Noruega, Suécia, Dinamarca, Áustria, Alemanha, Andorra, Espanha, Itália, Grécia, França, Portugal, Tunísia, Bélgica, Suíça, Venezuela, Inglaterra, Rússia, Austrália, Bahamas. Trabalhava como tradutor simultâneo em documentários e comerciais para OEA e outras empresas.
Abaixo, deixo o registro de uma performance do grande Vlad:
Fica com Deus amigo!
9 de fevereiro de 2010 às 7:15 pm
BOA NOITE RICARDO, ESTOU MUITO TRISTE TAMBEM COM A MORTE O VLADIMIR, POIS MINHA IRMÃ FOI CASADA COM ELE, ELA TOCA NA ORQUESTRA SINFONICA DO TEATRO NACIONAL CLAUDIO SANTORO AQUI EM BRASÍLIA, SE VC PUDER, E SOUBER MAIS DETALHES DO QUE REALMENTE ACONTECEU, COMO FOI? PORQUE ELE FEZ ISSO? ME MANDE UM E-MAIL, POIS ESTAMOS MUITO TRISTE, EU, MINHA MÃE E PRINCIPALMENTE MINHA IRMÃ, MUITO OBRIGADO!!!
12 de março de 2010 às 6:47 pm
Ricardo, boa tarde. Tive muito contato com o Vladi “El Conde” quando tocava no Alice, e depois até janeiro desse ano trocávamos e-mails sobre música latina e outros. Gostava de Candombe uruguaio e falamos muito sobre música. Soube ano passado do falecimento de sua esposa e tbém sabia q estava casado outra x. Fiquei chocada hoje, muito emocionada ao saber que “El Conde” não se encontra mais com a gente. Deculpe-me, vc é o único canal, mas gostaria de saber se posso falar com alguém da parte dele, onde foi sepultado e o que aconteceu com esse Pequeno Grande músico das congas. Muito obrigada.
13 de maio de 2010 às 5:08 pm
Ola Ricardo,
Fico grata e emocionada com a homenagem póstuma que vc fez ao Vladimir, eu era a pessoa que viveu e conviveu com ele desde abril de 2009. O que aconteceu foi trágico, ele aparentemente estava bem, mas….resolveu por vontade própria nos deixar. Obrigada. Francini.